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Juiz nega pedido de PMs para parar investigação sobre sumiço de pedreiro levado por policiais em Cáceres

Polícia Civil já trabalha com a hipótese de que pedreiro foi morto. Os policiais investigados ainda atuam em funções administrativas e respondem a investigação na Corregedoria da PM.

O pedreiro Rubson Farias dos Santos, de 28 anos, está desaparecido há mais de quatro meses em Cáceres, a 220 km de Cuiabá. A família registrou denúncia, em janeiro deste ano, de que Rubson foi espancado por policiais militares e retirado de casa inconsciente.

Em maio, a Justiça de Mato Grosso negou a tentativa da defesa dos policiais investigados no sumiço do pedreiro de interromper a investigação da Polícia Civil sobre o caso.

A defesa dos militares alegou que já há um inquérito policial militar em andamento e que, por isso, a investigação da Polícia Civil seria ilegal. O juiz José Eduardo Mariano, da 3º Vara Criminal de Cáceres, negou o pedido.

O delegado responsável pela investigação, Wilson Sousa, disse ao G1 que vê poucas chances de encontrá-lo vivo.

A Polícia Civil já trabalha com a hipótese de morte e deixa o canal de denúncias aberto para qualquer informação pelo 197.

A Polícia civil ainda aguarda relatórios de transmissão de sinal dos celulares dos policiais militares por parte de uma operadora de telecomunicações.

Dois inquéritos apuram o ocorrido: um Inquérito Policial Militar (IPM), na Corregedoria da Polícia Militar, e um que corre pela delegacia de Cáceres.

São investigados no caso os militares André Filipe Batista da Silva, Eliezio Francisco Ferreira dos Santos, Jeferson da Silva Leal, João Eduardo Silva, Kristian Batista Maia e Rodrigo da Silva Brandão.

A Polícia Civil investiga os supostos crimes de violação de domicílio, tortura, abuso de autoridade, sequestro e desaparecimento.

Os policiais investigados ainda atuam em funções administrativas.

Ao G1, o delegado Wilson Sousa disse que a conclusão do inquérito está em fase final que não há informações do paradeiro do Rubson ou os restos mortais.

Após passado mais de quatros meses do ocorrido, a polícia já considera crimes de possível homicídio seguido de ocultação de cadáver.

“As datas do interrogatório dos policiais já foram marcadas, mas eles não são obrigados a comparecer ao interrogatório”, explicou ao G1.

Rubson tem antecedentes criminais e foi preso por receptação, no dia anterior ao seu sumiço, com um carro roubado.

O filho dele, de 13 anos, teria presenciado o momento em que o pai foi retirado de casa pelos policiais.

O 6º Comando Regional da Polícia Militar, com sede em Cáceres, informou que o Inquérito Policial Militar encontra-se em fase de solução, pois ainda necessita de laudos de exames periciais para esclarecimento do fato.

“A instrução do IPM transcorre dentro do prazo legal pois, devido à pandemia, houve suspensão e prorrogação de todos os prazos de procedimentos e processos. Os policiais militares investigados ainda continuam exercendo funções administrativas, afastados das atividades operacionais”, diz nota da PM.

Por G1 MT
 
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