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Cliente que jogou cerveja no rosto de PM em MT usará tornozeleira e não poderá ir em bares

Ela desacatou policiais, resistiu à prisão e acabou imobilizada por dois PMs e um segurança. Cliente é formada em jornalismo e disse à Justiça que tem transtorno bipolar, além de ser dependente química.

A cliente que foi presa suspeita de jogar cerveja em uma viatura e também no rosto de um policial em um bar, na Praça Popular, em Cuiabá, passou por audiência de custódia nesta terça-feira (12). Nildes de Souza, de 37 anos, que é formada em jornalismo, ganhou liberdade, mas terá que usar tornozeleira eletrônica. Ela não poderá frequentar bares ou boates e terá que seguir outras medidas cautelares.

Nildes foi filmada jogando o copo contra o policial, que deu voz de prisão e tentou imobilizá-la. Ela resistiu dando chutes e só foi presa com a ajuda de outro policial e o segurança do bar.

O g1 não localizou o defensor público que estava na audiência com ela.

Ao analisar o caso de Nildes, a juíza plantonista Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa pontuou um comportamento desrespeitoso dela durante a audiência.

“Ficou demonstrado o menosprezo dela em relação ao Judiciário, não parecendo se importar com os processos que responde, sendo irônica e destratando a magistrada e o promotor de Justiça”, afirmou a juíza na decisão.

Nildes disse à Justiça que tem transtorno bipolar, é dependente química e é responsável por dois filhos menores de idade.

Mesmo com o comportamento negativo de Nildes, a magistrada concedeu liberdade com a condição do pagamento de fiança no valor de um salário-mínimo.

A juíza também impôs as seguintes medidas cautelares:

1) monitoramento eletrônico por tornozeleira eletrônica;
2) comprovação nos autos do endereço e proibição de mudança de endereço sem comunicação ao juízo, devendo mantê-lo atualizado;
3) comparecimento a todos os atos do processo para informar e justificar atividades;
4) recolhimento noturno das 22h às 6h;
5) proibição de frequentar bares, boates e congêneres
6) comparecimento aos alcoólicos anônimos pelo período de 6 meses, com comprovação mensal nos autos.

O caso

Os policiais faziam rondas, local onde há grande fluxo de pessoas nos bares do entorno da praça, quando Nildes teria jogado uma garrafa de cerveja na viatura.

Os militares desceram da viatura e se aproximaram da mulher para conversar. Na versão da PM, a cliente começou a desacatar os policiais, com xingamentos e ofensas.

Vídeos registrados por testemunhas mostram o momento em que a mulher, que segurava um copo de cerveja na mão, joga o objeto contra o rosto de um dos policiais.

O policial deu voz de prisão e pulou a barreira de segurança do bar para prender Nildes, que já estava sendo imobilizada por um segurança do estabelecimento. Um segundo policial também salta a barreira e vai em direção da mulher.

A cliente foi cercada por dois policiais e dois seguranças, mas reagiu e tentou agredir o grupo. Ela resistiu até que foi colocada no chão e imobilizada com os braços para trás pelos policiais e pelo segurança.

A cena foi acompanhada por outros clientes que filmaram a ação.

Conforme a PM, a cliente apresentava sinais de embriaguez e foi encaminhada à Central de Flagrantes.

Depois de presa, a PM divulgou que a mulher tem 22 ocorrências policiais, entre elas: ameaça, lesão corporal, perturbação, atrito verbal, constrangimento ilegal, vias de fato e injúria.
 
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