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Falsos médicos reutilizavam seringas e deixavam de alimentar pacientes internados na UTI em MT, diz MP

Três falsos médicos foram denunciados pelo Ministério Público. Segundo a denúncia, eles reutilizam materiais descartáveis para reduzir os custos de internação

Três falsos médicos foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por atuarem ilegalmente, no Hospital Regional da cidade de Água Boa, a 736 km de Cuiabá. Eles não tinham autorização para atuação e se apresentavam como estagiários de medicina.

Além deles, outros dois médicos foram denunciados. Eles são donos da empresa contratada para administrar os leitos de UTI.

Na denúncia, o Ministério Público afirma que as investigações mostraram que os falsos médicos faziam a reutilização de materiais descartáveis como seringas, agulhas, frascos utilizados para as dietas e frascos de soro, com a finalidade de poupar gastos com estes materiais.

Os falsos médicos estavam expondo a perigo a vida e a saúde dos pacientes, uma vez que tal conduta acarretava grande risco de infecções bacterianas, argumenta o MP.

Eles também usaram o carimbo de um médico e falsificavam a assinatura dele, com o consentimento do profissional.

Com a assinatura falsa e o carimbo, os "estagiários", que na verdade eram falsos médicos, conseguiram receitar remédios e até mesmo alterar dosagens utilizadas em tratamento.

Ainda segundo a denúncia, os donos da empresa que administrava a UTI expuseram a vida e a saúde de pessoas sob sua autoridade ou guarda, para fim de tratamento.

As investigações identificaram que os pacientes foram privados de alimentação. Segundo as investigações do MP, um paciente chegou a ficar três dias sem receber comida.

O MP diz ainda que eles substituíram os medicamentos de primeira linha por outros medicamentos que não surtiam a mesma eficácia de sedação, expondo assim a perigo a vida e a saúde dos pacientes, causando-lhes sofrimento no tratamento.

A UTI está entre as credenciadas pelo governo para receber pacientes com Covid-19.

Entre as testemunhas do processo estão 12 servidores da saúde, entre eles, médicos, enfermeiros e nutricionistas.

Por G1 MT
 
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